Cirurgia-Plastica


Cirurgia Plástica

Há dois tipos de cirurgia estética: a cirurgia plástica estética e a cirurgia plástica repadora ou reconstrutora, como a realizada na França, conhecida como a primeira cirurgia/transplante de face realizada no mundo.

A primeira é uma opção para quem deseja melhorar a aparência como a lipo-aspiração, lipo-escultura, rinoplastia, etc, enquanto que a reparadora é realizada para corrigir ou atenuar algum "defeito", seja de nascimento ou provocado por algum acidente.

Em ambos os casos a análise judaica aborda o âmbito subjetivo da pessoa, levando em conta seus sentimentos, sua auto-estima e a motivação que a leva a realizar uma intervenção cirúrgica, e a avaliação dos benefícios ou não que estas mudanças, às vezes tênues, outras radicais, poderão trazer em sua vida.



A História da Cirurgia Plástica

A Cirurgia Plástica, ao contrário do que se pensa, nasce na antigüidade. Médicos indianos realizavam transplantes de pele e reconstruções nasais já no século VIII a.C, período no qual a amputação do nariz era um castigo para certos crimes. Os Romanos desenvolveram simples técnicas como a reparação de orelhas danificadas ainda no século I a.C.

Cirurgia-PlasticaSéculos mais tarde, o médico bizantino Oribasius criou a enciclopédia médica Synagogue Medicae, na qual contém textos sobre cirurgias plásticas, apesar da especialidade ainda estar longe de existir oficialmente. Oribasius demonstrou sua compreensão a respeito de técnicas importantes como a de utilização de retalhos para evitar a distorção das características faciais e o processo de criar fios de sutura sem tensão. Seu trabalho foi de grande influência para as técnicas médicas e cosméticas atuais.

Somente no século XV a cirurgia plástica começou a evoluir novamente, com os estudos de Heinrich von Pfolspeundt, que conseguiu realizar a construção completa do nariz, utilizando a pele em excesso do braço.

A Rinoplastia foi, então, a mãe das cirurgias plásticas reconstrutoras, ganhando enorme repercussão na Europa do século XVIII. Inúmeros combatentes de guerra se submeteram à cirurgia para melhorar a aparência de seus narizes, que sofreram impactos na luta armada.

Outro motivo da crescente popularidade da cirurgia plástica foi a criação da anestesia cirúrgica, que tornou os procedimentos mais seguros e menos dolorosos.

A cirurgia plástica como especialidade médica oficial surgiu na Primeira Guerra Mundial. Além dos milhares de soldados que morreram, milhões foram mutilados ou deformados, gerando uma demanda enorme por procedimentos de reconstrução e reparação estéticos.

Á medida que a tecnologia da medicina evoluiu, os procedimentos de cirurgia plástica foram no mesmo ritmo. Hoje, esse campo da medicina tem muitas especializações, oferecendo uma variedade de procedimentos de cirurgia plástica aos pacientes interessados. A evolução contínua da cirurgia plástica permitiu a milhões de pessoas se beneficiar dos procedimentos, tanto físico como psicologicamente.

Objetivos:

"A cirurgia plástica tem por objetivo a reconstituição de uma parte do corpo humano por razões médicas ou estéticas. A cirurgia plástica se desenvolve sob duas facetas: a cirurgia plástica reparadora e a cirurgia plástica estética. A cirurgia plástica reparadora tem como objetivo corrigir lesões deformantes, defeitos congênitos ou adquiridos. É considerada tão necessária quanto qualquer outra intervenção cirúrgica. A cirurgia plástica estética é aquela realizada pelo paciente com o objetivo de realizar melhoras à sua aparência. A pessoa quando se submete a tal intervenção cirúrgica não a faz com intenção ou propósito de obter alguma melhora em seu estado de saúde, mas sim para melhorar algum aspecto físico que não lhe agrada, ou seja, corrigir uma deformidade que ela adquiriu ao nascimento por exemplo, como uma orelha proeminente ou em abano, outro caso como uma mama flácida que pode lhe dificultar um relacionamento afetivo. Situações que não lhe causam prejuízo da ordem funcional, mas sim de ordem psicológica. Atualmente, as duas cirurgias plásticas estéticas mais realizadas no Brasil são a lipoaspiração e o implante de prótese de silicone nos seios. FORMAÇÃO: Esta especialidade é certificada ao médico que realiza um período de formação tutelada, variante segundo os países. No Brasil, a residência em Cirurgia Plástica compreende 2 anos de Cirurgia Geral, seguidos de 3 anos de Cirurgia Plástica Reconstrutiva e Estética num programa de 60 horas semanais. "



AS 10 CIRURGIAS PLÁSTICAS MAIS COMUNS NO BRASIL:

Segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica (ISAPS), estes foram os procedimentos de cirurgias plásticas que as pessoas mais se submeteram no Brasil em 2011. Confira a quantidade de procedimentos cirúrgicos por tipo:

Cirurgia-Plastica
  1. Lipoaspiração: 211.108
  2. Aumento de mama: 148.962
  3. Abdominoplastia: 95.004
  4. Blefaroplastia (cirurgia das pálpebras): 90.281
  5. Redução de mama (mulheres): 66.417
  6. Mastopexia: 64.960
  7. Rinoplastia: 43.809
  8. Facelift: 38.484
  9. Otoplastia: 28.788
  10. Aumento dos lábios (exceto materiais injetáveis): 23.311